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Visão Mística das Ruínas de uma Geração


LIVRO - IV

SINOPSE

Experiência familiar; Leis cósmicas; Comportamento humano; Parábolas e Metáforas originais do autor; Formas de meditações e outros desafios tais como o valor da Música como terapia, e o aconchego espiritual. São alguns temas do (Visão Mística das Ruínas de Uma Geração)

 

BOOK - IV

SYNOPSIS

Family experience; Cosmic laws; Human behavior; Parables and the author's original Metaphors; Forms of meditations and other such challenges as the value of the Music as therapy, and the spiritual comfort. They are some themes of the (Mystic Vision of the Ruins of One Generation).


CAMINHOS CRUZADOS

Simbolicamente, todos os dias nós cruzamos os nossos próprios caminhos. Vamos imaginar um caminho vertical e outro horizontal.

Em nossa atividade de ser humano, quando utilizamos a nossa potência, seja nessa ou naquela direção, sempre estamos cruzando a verticalidade com o traço horizontal do nosso hábito. A verticalização aqui tomada como exemplo, significa fazer algo agradável para você mesmo; significa a realização prazerosa e plena de alegria que cada um realiza durante o dia em seu próprio benefício. [...]

Para perceber melhor o que fazemos com nós mesmos durante cada instante da vida, agora analisaremos algumas atividades que acontece a todo momento.

Quando uma dona de casa age indiferentemente como se ninguém estivesse sendo beneficiado pelo seu trabalho, ela tem consciência que tudo aquilo que faz para o seu semelhante, está fazendo para si mesma. É como alguém que se olha no espelho e sente-se bem consigo mesmo. É considerar a imagem do espelho, não você, mas verdadeiramente o seu semelhante. [...]

A ação contrária ao exemplo citado, significa atingir a verticalização da harmonia pessoal com a cruz do sofrimento. É trocar o amor pela dor; é sacrificar a beleza do próprio bem-estar; é agir dentro dos padrões da irracionalidade. [...]

Por que razão um ser humano resolve fazer sexo; é por que ele ama a si mesmo, ou ama a sua parceira? Digamos que alguém afirme ser ele mesmo a razão pela qual resolve praticar o ato sexual. Vamos imaginar um casal que tenha essa decisão bem conscientizada em sua estrutura psico-emocional.

Partindo dessa premissa, digamos que ela sabe que para amar a si mesma através do relacionamento sexual, ela tem que admitir que só pode ser amada, amando o seu companheiro, assim como ela ama a si mesma. Em se tratando do personagem masculino, a conclusão é idêntica, isto é: para que ele sinta a satisfação de felicidade ou amando verdadeiramente, o único caminho é amar a sua companheira como se ela e ele fossem um único ser. Podemos dizer que no clímax deste experimento, o êxtase do prazer sexual extingue a razão da sua dualidade, e unifica-se na plenitude divina. [...]

A importância desta lição é conscientizar o homem e a mulher de que o bem que se faz ao nosso semelhante, é investido diretamente na egrégora humana. Sendo a recíproca verdadeira, o mal que se faz a outrem, reflete-se também na própria humanidade.

Nossa tese é orientar o homem a perquirir o real senso do bem-estar, cujo objetivo é o melhoramento individual como um todo na sociedade universal.